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martes, 4 de setembro de 2007
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| SEM FRUTA |
Este ano apenas há fruta no Páramo, e a que há é de má qualidade. E, pela informaçom que tenho, noutras partes da Galiza ocorre o mesmo. Som várias as causas, e crêio que todas estám relacionadas. O Cámbio climático produze pragas e a floraçom fora de tempo, nos nóssos regueiros já nom se criam rás nem libelulas e devido á contaminaçom nítrica, aos paxaros insectivos matam-nos os insecticidas e ós omnívoros nom têm que comer e a final acabam sendo pragas eles mesmos, as pestes como o mildiu vem-se favorecidas nom só pelo cámbio climático senom por plantas pouco resistentes e pouco adequadas a estas terras, as abelhas e outros insectos polinizadores estám em perigo de extinçom...
A fruta nas nóssas aldeias tem um valor económico, para o autoconsumo e para o mercado, mas é un valor simbólico dado que muitas árvores frutais eram verdadeiras instituiçoms, e a fruta dá uma ideaia do tempo e estava vencelhada à historia das pessoas.
Agora eu pergunto-me como muita gente nom se sinte afectada pela falta de fruta, simplemente porque lha vendem-no sobremercado, criada e transportada com produçom de contaminaçom e às vezes mão de obra barata. Eu nom entro nisso mais do necessário, mas é inevitavel.
Pouco podemos cambiar nós do macromundo, por exemplo frear a contaminaçom de USA ou China. Mas podemos cambiar o micro-mundo, tendo um ar limpo nas nóssas aldeias, augas limpas, cultivos que ajudem a manter o equilibrio da Natureza... E todo isso é posível se das nóssas aldeias fuxe a tolémia consumista, e se o lume nom se apaga com gasolina, dizendo coisas como que o cámbio climático fai gasta em herbicidas.
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| Suso L. Gaioso |
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