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Publicado o martes, 9 de outubro de 2007
O CAROZEIRO NA MEMÓRIA
A paróquia de Barám, pertencente a Paradela, foi fiel á legalidade republicana e exemplo da luita antifranquista, e dessa paróquia foi o Golás, secretário provincial do P.C.E., assasinado nos anos quarenta. Mas nom vou falar do Golás porque sei mais por mitificaçom que por informaçom. E quixê-se falar do Carozeiro, a quem conhecim pessoalmente, graças a que tinha familia em Friólfe, e sei que professava uma admiraçom por mim quando era eu adolescente.

O Carozeiro era um bom vizinho, fascinado pelo progresso que prometia a II República. Foi detido pelos sublevados fascistas; logrou fugir e cortou as esposas com uma machada, produzindo-se feridas nas mãos. Parece sêr que lhe amortiguaran a repressom, já que inicialmente o iam matar. Pouco mais sei porque quando as circunstâncias politicas o deixavam falar as leis da vida levaram-no a outro estado da matéria, mas quero render-lhe esta pequena homenage porque me indignei muito ao ouvir-lhe a uma pessoa criada no fascismo que era mau, que estevera preso.

Suso L. Gaioso
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