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Publicado o venres, 9 de novembro de 2007
A TAVERNA DE SEOANE
Na capitalidade de Friólfe havia uma taverna, à que iamos as crianças vêr os filmes de vaqueiros na televisom, beber gasosas e algum alcoól. Era um ambiênte bonito porque, a pessar de viver numa ditadura, a censura politica nom chegava a aquele lugar e a mediatica era menor que hoje. O Escouprim explicava-mos com oera a guerra, o Fermim invitava-nos a brandi e o Jaco e a Maria traeian as novas pornograficas quando iam a alguma feira,... Inesquencível será sempre o Henrique do Cunqueiro, que viveia ao lado.

Fora esatava o velho cemitério de Friólfe, no que as crianças quitavamos muricegos dentrás das lápidas. Havia por Seoane uma rara graminea que semelhava trigo, mas nom botava grão. Havia também azevinhos, que lá chamamos escorna cabras, e uma rara planta que no sítio chamamos rabo de çorro. E havia soutos e carbalheiras e muitos frutais, destacando as ciroleiras e ameijeiras.

Um dia pechou-se a taverna e a vida de Seoane foi esmorecendo. Hoje um dia normal Seoane está valeiro. Obras que desentonam com a paisage, onde a Cámara municipal do Páramo dou para obras privadas, é o único que fica naquele lugar de tanta história.

Suso L. Gaioso
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