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mércores, 14 de novembro de 2007
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| De Friólfe ao Rio da Ponte |
Há anos andei pela Terra Chá e onde a montanha se junta com esta, e pudem vêr povos praticamente valeiros, onde os seus moradores estariam no fim de semana, uma ou duas vezes ao mês, ou quiçá uns dias ao ano. Naquel tempo _ano 1989_ o Páramo perdera populaçom, pesse ao retorno de emigrantes desde a metade da década anterior, mas permaneciam a maioria das vivendas habitadas.
Recordei o outro dia isso ao passar por vários núcloeos desabitados ou semi-deshabitados, pesse a que gente de fora está comprando casas. Como me dizeia a pessoa que me levou no automóbel desde a Póvoa, "em Friólfe já nom se vê gente nos caminhos". No Canto de Friólfe aonde a gente levava o leite ao camiom da recolha, já nom está o velho nogueiro centenário, nem há folions pelo Entroido, porque na maior aldeia da próquia já pouca gente fica, e o feismo urbanístico dá ganha de nom mirar, e dá ganha de nom voltar passar ao vêr o abandono do caminho de Penença, de onde a legenda diz que gustaram a pedra da igreja de Friólfe, e onde desaparesceram muitos carvalhos centenários. Mas Penença non é nada comparada com o Rio da Ponte, sítio mítico da paróquia. Lá a auga dos canhos tem inundado o caminho, a pessar da seca, a ponte ao melhor nom tarda en cair e os pinheiros insignes nom estám do mais acaido.
Lugares e aldeias de tijolo e bloco fam que a Galiza rural se aproxime á cultura de subúrbio, alheia por completo ao mundo que a rodeia; enclaves urbanos num agonizante rural, do que apenas fica uma agricultura alheia a Natureza; a cultura do subsidio por cima da criaçom.
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| Suso L. Gaioso |
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