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xoves, 13 de dezembro de 2007
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| O cura de Santa Marinha |
A d. Heladio chamavam-lhe o cura de Santa Marinha, nom porque fôsse paroco duma freguesia que se chame-se assim senom porque no lugar de Santa Marinha está a reitoral de Adai, paróquia do Páramo que tem um aquele de transiçom pela sua ubicaçom no centro do concelho; ademais conhece muita mais gente Cendoi que Adai, dado que Cendoi é uma aldeia de tradiçom comercial e vocaçom urbana, pelo que há certa ribalidade, pois os de Cendoi "ignoran" a miudo que pertencem á paróquia de Adai. E d. Heladio viveu esta contradiçom, à que sempre respondeu desde a coerência geografica-historica, frente aos comportamentos chauvinistas de gente de Cendoi.
Nom quero cá recordar a este home péla religiom, ainda que cumpre dizer que sempre si situou cerca de movimentos progressistas e galeguistas dentro da Igreja católica, algo pouco comun nos curas do Páramo.
Era um home de grande capacidade intelectual com quem tenho conversado de muitos temas. E hoje que no Páramo nom há nengum intelectual boto-o de menos.
Era home amante da cultura galega e organizara coisas como um concerto de Fuxan os Ventos, ademais de missar em galego.
Repugnava as acçons caciquís e loitou muito para que se fixeram obras comuns de forma democratica.
Há anos vim-no por derradeira vez e recordo que dixo "já nom temos vinte e sete anos". Poucos días tardou en sêr o enterro, com uma grande folclorada, que entrou em contradiçom com o que ele tinha dito em vida, más algumas pessoas ainda o lembramos tal e como era.
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| Suso L. Gaioso |
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