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luns, 25 de fevreiro de 2008
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| Recordo do meu bosco animado |
A Vinha do Cura chama-se assim porque foi dum cura de Friólfe, e está no Cotedo, em Santema. Esteve rodeado sempre de mitificaçom, pois cria-se que o bom vinho procedia das parras americanas e nom da terra e do microclima. E no franquismo o caseto desta vinha converteu-se num simbolo da ressistência ao regime ao crerse que lá se agachava um figido.
A principios de anos noventa de seculo passado trabalhei em esta finca, onde da vinha apenas ficavam umas cepas, que davam sabrosas uvas e mesmo fixem algum vinho bastante bom segundo quem o bebeu. Havia uma carvalheira de onde obtivem abono para o resto da finca, onde colheitei alhos, ceboletas, acelgas, chícharos e outras coisas que a seca me levou. No caso das leguminosas nom as sementei já para que dessem fruto, senom para que a meio do riçóbio metessem nitrogênio à terra.
Trabalhando aquela terra fum feliz, com as vizinhas e vizinhos das leiras do lado, com a companhia das minhas cadelas, vendo os lagartos e as aves. Aves que às vezes me comeiam o que colheitava ou o que tin ha sementado, mas a fin de contas algo há que aportar ao mantimento da Natureza. E a aquilo que tinha para compós iam os roedores, e trás deles as véboras.
Nefastas circunstancias pessoais levaram-me a abandonar aquela terra, empeçando uma noite fecha que durou varios anos. Quando passo por lá, sinto saudades dum tempo que non soubem ou nom pudem encauçar.
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| Suso L. Gaioso |
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