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Publicado o luns, 5 de maio de 2008
Lembrança da minha literatura "perdida"
Até os quinze anos o que eu escreveia nom se publicou en nengum lado, mas eu escrevim desde que o soubem fazer, e assim tinha umas escritas rudimentárias, que considerava apontamentos para rematá-las de escrever algum dia. Estavam no que eu chamo galego-espanhol, pois eu na infância nom tinha consciência de que o galego fôsse um idioma distinto do castelhano ou espanhol, mas usava a minha lingua mãe como um dialecto diferenciado, e teve a sorte de que na primeira escola que fum o mestre nos falava galego.

Há algum tempo estas primeiras escritas minhas foram ao lixo, e nom me resigno a esquecer as guerras entre Nacho e Bocho Biocho, os amantas da Clara, o velho caminho, chamado a Corga dos prados, onde eu lindava duas vacas... aqueles esboços de literatura que conheceram o Berto, o Avelino de Seoane, a Joana, a Manola, a Marí-Ví e o Domingos -o meu primeiro mecanógrafo-.

Fique pois isto como lembrança do meu primeiro que-fazer literário e dum tempo oressivo e contraditório que, a pessar de tudo, me produze saudade.

Suso L. Gaioso
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