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xoves, 17 de julho de 2008
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| Ramom Muntxaraz, vizinho de Friolfe |
O dia um de Julho teve a triste oportunidade de assistir ao enterro de Ramom Muntxaraz, galego nascido em Toledo com os primeiros recordos na Puebla de Montalbam e descendente de vascos. Mas, como se dixo alí, Ramom Muntxaraz era um galego de toda a Galiza, e pelo tanto de Friólfe, que sempre recordava com funda saudade.
Durante algum tempo, Ramom Muntxaraz atendeu como psiquiatra aos doentes mentais do Páramo, mas nom é isto o que o vincula principalmente ao Páramo, e sobretudo a Friólfe, onde a sua participaçom política, social e cultural deixou forte pegada, principalmente arredor da Agrupaçom Cultural Lume Novo, onde partilhou com o Manolo da Cal, símbolo do associacionismo no Páramo e morto também jovem.
Os tempos de vinculaçom física do Ramom Muntxaraz a Friolfe eram distintos dos actuais, pois ainda era uma freguesia povoada, luitando pela modernizaçom da agricultura, que afinal foi mais negativa que positiva, e por desgraça o futuro apresenta-se muito pior que o passado porque o que move tudo é a alienaçom, contra a que o Muntxaraz tanto luitou, e nom só como psiquiatra.
Entre as coisas que o Ramom Muntxaraz deixa sem fazer, mas que outra gente poderá fazer, está uma viage a Friólfe da que falaramos nom há muito, e na que sem dúvida entrariamos na freguesia pela estrada na que há o caseto de referência, que está caindo, como simbolo da decadência.
Para mim e para mais gente, Ramom Muntxaraz será sempre un vizinho de Friólfe.
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| Suso L. Gaioso |
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