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Publicado o martes, 2 de setembro de 2008
Voltar à casa nova
Muitas vezes falam-me do desenvolvimento do rural, e eu pergunto-me quê desenvolvimento, porque eu só asumo e defendo um desenvolvimento sustentàvel. Entom eu quero fazer uma homenage à prima Felicitas, que nos dava torta de milho com leite "feito", naquela casa que chamavam a Casa Nova, da que saíra minha avoa e na que havia uma perfecta integraçom da arquitectura com a Natureza.

A Casa Nova era sitio de mesclas, os seus moradores eram distintos, e eram parentes lonjanos. Assim, o Francisco pensava nas cousas grandes, no mantimento das propriedades, mentres que o tio Manolo era um home libertário -represaliado na revoluçom do 1934 em Asturias-.

Eu dígovos que na Casa Nova fum feliz, e que quiçá a Casa Nova fora como miles de casas de Galiza, mas era a minha, em tempos de miséria, quando na casa paterna eu comia coisas que duvidosamente eram boas para a súde, na Casa Nova comia aquela torta de milho com aquele leite "feito", que me dava a prima Felicitas, e falava no escano com o Francisco, mirando o lume da lareira e sonhando um futuro livre. Som somente saudades, mas eu quero voltar à Casa Nova.

Suso L. Gaioso
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