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Publicado o xoves, 18 de setembro de 2008
O regueiro do Redondo
Uma pessoa -crêio que exagerando- dixo do meu livro "Historias do Alto Minho" que era demasiado masculino para sêr duma transexual. E evidente que a maioria do que aí relato tem por protagonistas homes, singelamente porque nesses mundos a vida social era bem maioritariamente masculina. Quiçá deve-se reflectir o mundo das espalhadoiras das malhas e das mulheres que se juntavam arredor do regueiro a lavar... e quiçá nom o fixem por respeto, dado que esse mundo femenino do rural esteve submetido à infravaloraçom, marginaçom e tergiversaçom.

A minha vinculaçom à vida social femenina na minha aldeia nada melhor a pôde reflectir que quando ia lavar roupa com a minha mãe ao Regueiro do Redondo, que nom era um regueiro senom um lavadoiro numa canle de cristalinas augas que saindo do Regueiro da Varja regavam o prado de Vilaminho outrora propriedade da casa do Redondo.

Para ir ao lavadoiro havia dois caminhos de a pé, dependendo de se era da aldeia de Sizo ou do lugar de Seoane, e junto do lavadoiro havia duas pontes, uma para ir á fonte e ao lavadoiro e outra mais grande pela que só passavam os de Vilaminho para o prado. E todo isto produze-me saudade, porque hoje nom o há, mas também nom há a rã roxa, nem os câdavos crias dela e de outros anfibios, nem ninfas de cabalinho do demo, todos depredadores de pragas. Menos mal que às vezes aparesce algum corvo cabreado.

Suso L. Gaioso
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COMENTARIOS RECIBIDOS
Publicado o luns, 22 de setembro de 2008
Eu nom lhe daria maior importância. Porque a escrita duma mulher havia ser diferente a de um homem? Quiçá a da mulher seja mais sensível e a tua é muito sentida. Que nasceras num corpo masculino nom muda a realidade do que na realidade sejas uma mullher, escrevas o que escrevas. Isso de escrita masculina e feminina, nom sei, parece-me uma asenirada, nom sendo pelo que já digo, a mulher é mais sensível ao mundo que a rodeia.
Comentario enviado por Nunes
 


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