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Publicado o xoves, 30 de abril de 2009
Ecologia e sustentabilidade
Hoje falasse de crise. É a palavra com a que se justifica tudo, mas eu nom entendo de macroeconomia, que bastante me chega com a microeconomia. Eu nom vejo no mundo que me movo nenguma crise, e sim o fim de formas inageitadas de fazer as coisas. E quiçá a tam cacareada crise possa despertar o magim das gentes e nom aliena-las mais.

É certo que a consciência de maus tempos pôde levar a coisas perigosas, como foi o caso dos fascismos no século passado. Mas curiosoamente, no momento do ascenso dos fascismos, o mundo no que nasceria e vivereia eu anos mais tarde, gozava de boa saúde, despertava dum longo letargo ao que logo voltaria.

Hoje o mundo rural galego pôde beneficiar-se da crise, com um desenvolvimento sustentável que tenha como motor a agricultura ecológica. E eu nom quero repetir-me em velhas teimas, nem dar explicaçons que já estam dadas, por gente que sabe mais que eu; limíto-me a dizer que o futuro está aí e que há que escolher, e entendo bem claro onde e com quem estou. E nom há muito que ouvim uma barbaridade, qual era que para que nom houvê-se tráfico de cocaína deviam proibir o cultivo de coca. Entom proibamos o cultivo de centeno porque o dentom é materia prima do LSD, e proibamos a uva para frear o alcoolismo, e proibamos o leite e a carne convencional, e a vêr que nos fica. O problema é a adulteraçom.

Suso L. Gaioso
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