| Publicado o
martes, 12 de maio de 2009
|
| O velho caminho |
Como velho caminho definia na minha literatura "perdida" á Corga dos prados ou Caminho de abaixo, que era um caminho da paróquia de Friólfe, por onde passava a gente para ir doutros sitios, enlaçando com um sendeiro, e eu levava as vacas por ele para que pastassem nas suas érvas, mentres eu gozava vendo carriços e papo-rrubios, ademais de formosos salgueiros, que me levavam á literatura rosaliana. Apenas passavam pela Corga dos prados carros, dado que havia outra mais larga, e os tractores nom colhiam, mas quando em anos 1970 se fai uma pista pensouse em fazê-la pela Corga dos prados, com o que o impacto ecológico e de outro tipo seria menos grave. A final fixo-se por outra.
Há uns anos, a meio da politica do "fai fazendo" a Cámara municipal do Páramo deu este caminho a um dos colindantes, com o que as pessoas que imos a pé temos que dar um importante arrodeio, ao que há que engadir a destruiçom da microarquitectura que suponham as paredes, a da flora e da fauna que nela se refugiava.
Agora está-se tramitando uma concentraçom parcelária em Friólfe, e pensei en que bem seria que por onde ia á Corga dos prados se abrí-se uma pista, com o que ademais de curar saudades e recuperar história aforrariasse quilometrage. Mas isto é uma opiniom minha que se me ocorriu fora de Friólfe, sentado na messa dum bar que soia sentar-se o pintor Jorge Quiroga e desde a que vim passar duas moças muito guapas, e quiçá a vestimenta beige duma e castanha da outra me fixeram sair da mente o recordo de aquelas cores que tinha a Corga dos prados na primavera e no outono, e quiçá tudo fique numa expressom da saudade, porque há que têr um sitio onde a história só se repite na sua parte negativa.
|
| Suso L. Gaioso |
|
|
|
 |
|