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Publicado o luns, 27 de julho de 2009
Quando a crise é outra
O rural galego está que arde, a pessar de que este ano a lacra dos incêndios é menor. Poderosos tractores, símbolo da opulência duma parte da populaçom rural tomam as cidades, e os seus donos entran nos hipermercados das que foram grandes propagandistas.

É a crise; a palavra de moda. Mas muitas e muitos levamos tempo em crise, vimos desfazer um modo de vida que seguimos reivindicando para o futuro, como a lógica adaptaçom dos tempos. Falamos de ecologia, de sustentabilidade, consumo responsável... Témolo difícil, duro, ante problemas como cámbio climático, a situaçom económica mundial... Mas cá estamos, os paxarinhos aínda pódem comer uvas nas vinhas abandonadas, nos regatos de algum monte pódem ver-se cádavos e ninfas de libélula... É pouco, sim, mas algo fica, e os venenos nom pódem acabar com tudo. Quiçá podamos voltar comer leite engarrafado de qualidqade e toucinho baixo em colesterol... porque, como dizeia um dia Joam Soto, as crises sempre têm um lado positivo, e estes pódem sêr momentos de renacimento para o rural.

Suso L. Gaioso
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