Friolfe.com -  Memôria da Galiza rural

Publicado o martes, 3 de novembro de 2009
Outra forma de viver
Vivem em Friólfe até os quatorze anos, sem mais aspiraçom que sêr uma membra do meio. E na minha literatura está bem reflectido isto, mas eu passei escazeça de presunto porque seica era melhor comer salchichom, feito de porcos criados com pensos raros que levabam farinhas cárnicas e outras coisas que a história já demonstrou o daninas que eram para a nóssa saúde. Mas a pessar disto, havia certo equilibrio com a Natureza, e podiamos comer castanhas sem vermes ou torta de milho feito pela prima Felizitas, com leite feito. Como escrevem uma vez Engels, qual cambiados estám os tempos. E nom para melhor. Hogano nada fica de aquele mundo. Destruida a arquitectura popular, as ecosistemas nas que moravam os depredadores de pragas... também se perdeu a forma de comer. A fruta está cheia de vermes e a gente nova nom sabe que é a torta de milho nem o leite feito. Vem-me á mente isto quiçá pelo outro Suso morto há quase dois anos de cancro, home de contradiçons, e porque há um ano esteve no seu lugar, onde já nom vive naide, e pudem vêr que nom morreu só ele senom o meio. Isso sim, feismo urbanistico há muito.

Suso L. Gaioso
Enviar un comentario


Artigos recentes

· DOMINGO NA VARJA
· ÁFRICA EN FRIÓLFE
· QUIXÊ-SE IR AO MANGHELO
· A Dêvesa, sempre
· Reflexons
· Despois de sonhar
· O Páramo mutilado
· Máis que mentiras
· Os lavadoiros, passado, presente e futuro
· O Páramo, reserva da Biosféra
· As cigonhas nom estorbam
· Um raro antisistéma
· Estamos com a veda aberta
· Quando nos afogan
· Outra forma de viver
· O outro feismo
· Quando a crise é outra
· O velho caminho
· Ecologia e sustentabilidade
· Entre feísmo e saudade
· O neoecologismo da Galiza rural
· Por outro desenvolvimento
· Os leirons de Santema
· O Regueiro da Veiga
· O Páramo, de violência e algo mais
· Na morte da pequeninha
· Sustentavilidade
· Vida sem dono
· O regueiro do Redondo
· Voltar à casa nova


Buscar