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Publicado o martes, 10 de novembro de 2009
Quando nos afogan
Há tempo que poor razóns físicas e de outro tipo nom tenho militancia sindical, mas com os tempos que correm o proletariado deve reorganizarse, para afrontar uma crise que eu nom entendo e que os economistas, por mais que lêia, nom ma explicam.

Há tempo conhecim numa paróquia do Páramo dois homes maiores que fixeram sindicalismo; um desgraciadamente finou, e do outro nom sei nada. Aqueles homes enriqueceram fortemente a minha mente. Mas havia um problema, porque pesse ás origens labregas, eles fixeram-se sindicalistas como asalariados.

Eu militava naquele momento no sindicalismo labrego, e reivindicava para nós a condiçom de proletários, e falhei, pelo menos em parte, porque a subclasse que eu queria proletarizar aburguesouse-se ou lumperizou-se, e hoje nom pósso dizer que haja um proletariado rural. Por isso, luito, ou expresso as minhas ideias noutras ambiêntes e "renunciei" ao sonho das comunas e cooperativas, mas nom tanto ao que Ramom Muntxaraz me pedia há anos numa carta, que era impulsar um movimento labrego desde o Páramo, e esse movimento existe por mais que seja muito pequeno, e um dia consolidará-se com o de toda a Galiza. Somos pouca gente, mas estámos tirando do rural, disconformes com o sindicalismo oficial.

Suso L. Gaioso
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