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Publicado o venres, 19 de fevreiro de 2010
As cigonhas nom estorbam
Recentemente vizinhos duma freguesia do Páramo sairam na televisom protestando porque umas cigonhas aninham no sineiro da sua igreja, que em todo caso será a dos católicos, e nom pôde apresentar-se o problema como geral da fegresia. E, como nom podia ser menos estas pessoas sairam entre feismo urbanístico, que isso seica nom é um problema, embora para muita gente sim o é.

A cigonha, depredadora de pragas como os roedores, aumentou a sua presença na Galiza com o cámbio climático e os tristes cámbios no trabalho da terra. Comparte habitat com os corvos, aos que se segue matando com tiros ou com venenos, sem que às autoridades lhes importe o mais mínimo. Som espécies que se adaptaram e que devem estar ai, por mais que a algumas pessoas nos gostasse vêr carvoncinhos, ferreirinhos e outras espécies que jà nom estàm ou a sua presença é ridícula.

Cremos muitas e muitos que de nós depende recompôr a ecosistema, prque foi a nóssa espécie que a desequilibrou e de justiça é que pague as dévedas que tem com a Natureza.

Se uma parte do rural quer ir ao caos, que nom conte com o resto, com quen queremos que o mundo rural reviva.

Suso L. Gaioso
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