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Publicado o mércores, 28 de abril de 2010
O Páramo mutilado
Pelo concelho do Páramo passará o novo caminho de ferro e a autovia, que como me dixo um vizinho parte o Páramo, e destruirá aquelas parages que se pódem imaginar lendo os relatos do jovem escritor José Manuel Nunes. Mas nom botemos toda a culpa ao caminho de ferro e á autovia senom a um urbanismo sem jeito que pretensa fazer um poligono industrial numa beira do concelho que melhor estaria a leitugas, fabas... mentres o concelho está cheio de terras de pouco solo nas que esse poligono contribuiria a um desenvolvimento integral, uma vez perdida a feira do gado.

Hoje O Páramo tem um núcleo urbano definido, e se bem os primeiros passos pôde dizerse que som acertados nom se vê o futuro muito claro, e menos quando quem estám fazendo presom social som os pragiadores, defensores do feismo urbanistico... ante a passividade e auto-ódio duma parte da populaçóm e umas autoridades que nom se sabe onde estám e que dám permisos para coisas que de arquitectura nom tem nada. E mentres todo isto passa, seguem caíndo árvores centenarias e passando outras coisas.

Suso L. Gaioso
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