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Publicado o venres, 14 de maio de 2010
Despois de sonhar
Despois de sonhar com um povo rural combativo, criador de micro-ecosistemas paliadores dos efectos do cámbio climatico e outras consequências da contaminaçom... despertei e topei-me com a cruel realidade. O subconsciente e o consciente nom viam o mesmo. Eu nom estava no Páraemo nem sequer podia dizer de Lugo que era o Páramo ideal como Castelao dixo da Argentina. Eu viveia numa cidade que do rural só colheu o máis mau, num momento em que todo o mundo fala de crise, mais o falar de crise o que agacha é a consciência da verdadeira opressom, bem expressada no auto-ódio que leva a rechaçar o nósso idioma, mesmo em gente que nom sabe outro. A alienaçom é a maior opressom que pôde sofrer o sêr humano.

Depois de levantar-me fum almoçar ao bar, e hoje nom estavam os dois juvilados que sempre contan dos "minerais", herbicidas, insectividas e venenos diversos que botam na horta ou das terras nas que palntam eucaliptus. Algo bom tinha que passar, a pessar de que o governo do Estado nos carregue a crise a quem menos culpa temos dela.

Suso L. Gaioso
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