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Publicado o martes, 8 de junho de 2010
A Dêvesa, sempre
A Dêvesa do Cosme forma uma pequena ecosistema singular nas terras do Páramo, ao tempo que reflicte o bem fazer do sêr humano nas suas paredes e nos restos dum caminho entre argila, anterior á própria Dêvesa, e ponho Dêvesa com maiuscula porque para nós é um nome próprio.

A Dêvesa mete-se em terras de Friólfe, mas a gente desta paróquia sempre a considerou terra de Vileiriz, e nom só porque os propietarios fossem dessa paróquia. E de Vileiriz a Friólfe havia um caminho de pé com os passadoiros que subiam ao Espinheiro, mas este caminho foi sustituido por outro vicioso que desembocava nas terras de Campo Longo, ricas em poulo, o mesmo que a Dêvesa.

Na Dêvesa conviveian, convivem, carvalhos centenàrios, bidueiros, ameneiros, pinheiros e até uma pequena parcela a cultivo agràrio. E là apanhamos bolotas para os porcos, amoras e cogumelos, e a flor do virulete dava uma fermosura enorme a aquela terra. A ave "dominante" na Dêvesa era o pombo torgaz, mas aninhavan corvos e refugiavam-se ouitras espécies, geralmente depredadoras de pragas.

Pela Dêvesa passam dois regueiros, um afluente do outro, no que desenvoca a auga da fonte da Dêvesa de fora, separada do resto da Dêvesa por uma estrada. Os dois regueiros levam augas fêrreas, quentes no inverno, no que também xurdem poças por toda a Dêvesa, sendo especial uma que saiu do arranque dum varvalho em tempos remotos.

Dim que a Dêvesa está à venda. Ojalá o novo dono ou dona seja uma pessoa sensível.

Suso L. Gaioso
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